Na história da vitamina B9, na década de 1920, os cientistas acreditavam que a deficiência de ácido fólico (vitamina B9) e anemia eram a mesma condição. Uma observação chave feita por uma pesquisadora Lucy Wills, em 1931, levou à identificação de folatos como os nutrientes necessários para prevenir anemia durante a gravidez. A Dra. Wills, no decorrer da história da vitamina B9, demonstrou que a anemia pode ser revertida com levedo de cerveja.
O folato foi identificado como a substância corretiva em levedo de cerveja no final da década de 1930, e foi isolado pela primeira vez e extraído de folhas de espinafre por Mitchell e outros em 1941. Foi quando, na história da vitamina B9, ela recebeu seu nome ácido fólico (folium do latim significando folha).
Na história da vitamina B9, Bob Stokstad isolou a forma pura e cristalina, em 1943, e foi capaz de determinar a sua estrutura química, enquanto trabalhava nos Laboratórios Lederle da American Cyanamid Company. Este projeto de pesquisa histórica, de obtenção de ácido fólico (vitamina B9) em uma forma cristalina em 1945, foi feito por uma equipe chamada de "meninos de ácido fólico", sob a supervisão e orientação do Diretor de Pesquisa Dr. Yellapragada Subbarao, no Laboratório de Lederle, Pearl River, NY e por Angier.
Esta pesquisa posteriormente levou à síntese do aminopterin antifolato, a primeira droga contra o câncer, a eficácia clínica foi comprovada pelo Dr. S. Farber, em 1948. Na década de 1950 e 1960, os cientistas começaram a descobrir os mecanismos bioquímicos de ação para o folato. Em 1960, os especialistas pela primeira vez vincularam à deficiência de folato a defeitos do tubo neural. Leia mais sobre as funções da vitamina B9. No final dos anos 1990, cientistas dos EUA perceberam, apesar da disponibilidade de ácido fólico (vitamina B9) nos alimentos e nos suplementos havia ainda um desafio para que as pessoas atendessem às suas necessidades de ácido fólico (vitamina B9) por dia, que é quando os EUA implementaram o programa de fortificação de vitamina B9 (ácido fólico). Leia mais sobre as fontes da vitamina B9 ou sobre os alimentos com vitamina B9.
Abaixo relacionamos uma linha do tempo com a história da vitamina B9.
1931
Wills observa na Índia os efeitos de extratos de fígado e de levedura na anemia macrocítica tropical e conclui que esta desordem deve-se a uma deficiência na dieta. Ela reconhece que a levedura contém um agente curativo igual em potência àquele do fígado.
1938
Day e seus colaboradores encontram um fator antianemia para os macacos na levedura e a designaram de "vitamina M." Ao mesmo tempo, Stokstad e Manning descobrem um fator de crescimento para pintos, que eles chamam "Fator U".
1939
Hogan e Parrott identificam um fator antianemia para os frangos em extratos de fígado, ao qual chamam "Vitamina BC"
1940
São descobertos fatores de crescimento para o Lactobacillus casei e Streptococcus lactis. Snell e Peterson dão-lhe o termo "fator norite eluido".
1941
Mitchell e colegas sugerem o nome de "ácido fólico" (folium, do latim para folha) para o fator responsável pela estimulação do crescimento de Streptococcus lactis, que eles isolaram do espinafre e suspeitam conter propriedades semelhantes às de uma vitamina para os animais.
1945
Angier e colaboradores relatam a síntese de um composto idêntico ao fator L. Casei isolado do fígado. Mais tarde, eles descrevem as estruturas químicas dos compostos básicos e relacionados.
1945
Spies demonstra que o ácido fólico (vitamina B9) cura a anemia megaloblástica durante a gravidez.
1962
Herbert consome uma dieta deficiente em folatos durante vários meses e registra seu desenvolvimento de sintomas de deficiência. As suas descobertas estabelecem os critérios para o diagnóstico de deficiência de folato. No mesmo ano, Herbert estima as necessidades de vitamina B9 (ácido fólico) para adultos, que ainda servem de base para muitas DDRs (Dose Diária Recomendada).
1991
Wald estabelece que a suplementação (multivitamínicos, suplementos) de ácido fólico (vitamina B9) reduz o risco de deficiência do canal neural em 70% entre as mulheres que já deram à luz uma criança com esta deficiência.
1992
Butterworth descobre que níveis séricos de ácido fólico (vitamina B9) mais elevados do que o normal estão associados com uma diminuição do risco de câncer cervical em mulheres infectadas com o papilomavírus humano. Alem disso Czeizel demonstra que a primeira ocorrência de deficiência do canal neural pode ser largamente eliminada com um suplementomultivitamínico que contenha ácido fólico (vitamina B9) tomado no período periconcepcional.
1993
O Serviço de Saúde Pública Americano (US Public Health Service) recomenda que todas as mulheres em idade fértil consumam 0,4 mg (400 mg) de vitamina B9 (ácido fólico) diariamente, a fim de reduzir o risco de malformações fetais, como espinha bífida e outros defeitos do tubo neural.
1998
Fortificação de todos os grãos de cereais enriquecidos (por exemplo, pão enriquecido, macarrão, farinha, arroz e cereais matinais) com ácido fólico (vitamina B9) torna-se obrigatória nos EUA e no Canadá. Na Hungria, a farinha de trigo é enriquecida com vitamina B9 (ácido fólico).
ATENÇÃO: As informações acima tem o caráter meramente informativo e não devem ser utilizadas em detrimento da orientação médica ou de um profissional de saúde. O consumo de suplementos não visa a cura ou a prevenção de doenças.